O sentimento de hoje.
Eu falo com palavras muitas vezes pesadas sobre meu sentimento, falo sobre muitas vezes a dor em especial, a dor causada por um amor, a revolta contra este sentimento, falo sobre as tristezas da vida, falo sobre as infelicidades dos obstáculos de cada desafio, falo sobre a solidão ou falta de compreensão, falo sobre amar algo abstrato, mas acredito que não tenha falado sobre um lado oculto sobre essa vida e essa fase. Não falo sobre a minha determinação para sair dela ou sobre os caminhos que eu evito escolher, talvez por que eu goste desta sensação. Talvez por que eu realmente goste de sofrer este amor.
Eu hoje vejo varias opções para superar esse amor perdido, mas eu nego cada uma delas, eu não saiu de casa nos dias que deveria sair, eu não olho para as pessoas quando deveria olhar, mas fico atentamente vidrado quando elas não vão me notar, eu não “dou em cima” quando devo dar, mas digo aos amigos que hoje é o dia de ficar. Eu não vivo o que digo viver, por que eu ainda não superei uma derrota, ainda não superei uma perda e acima de tudo ainda não superei o simples fato de ter me tornado descartável na vida de uma pessoa, e isso é um fato inegável. Afinal, se eu não tivesse me tornado descartável, eu não teria sido abdicado.
Hoje eu vejo um Renato fracassado no amor, derrotado, vencido por falta de determinação e eu o vejo por que eu o quero ver assim, por que eu entrego meus pontos todas as manhãs quando me levanto, por que no final do dia eu sei que ele terá este gosto e eu quero vive-lo inconscientemente.
Eu não falo de quantas pessoas me ajudam a sair dessa, por que elas não existem. Se citar nomes. Uma grande amiga esta distante demais para ajudar, para ser aquela companheira para todos os tapas, para dar um simples abraço que com certeza aliviaria toda esta angustia. Eu não falo das pessoas em geral em Angatuba, afinal meu novo ciclo de amigos antigos consiste em cafajestes, canalhas, sem vergonha e que gostam e assumem ser assim, e as garotas jamais eu conseguirei deixar o outro lado de lado…o lado da tentação. Não existe um apoio, uma base, uma pessoa que possa aconselhar sobre tudo isso. Ou ao menos eu não há conheço ainda.
Minha família não é uma base ideal para isso, meu pai acha que eu sinto de mais e vivo de menos, minha mãe diz que isso logo passará e estas não são palavras confortantes ou que dêem animo para tal projeto. Meu irmão é mais frio no amor do que um iceberg, e eu vejo que ele esta certo, afinal ele com seus poucos 17 esta conquistando muito mais do que eu com meus 25. Eu tento ser como ele, tento não me apegar a pessoas e sim a objetos, eu tento ser como meus amigos e me tornar um canalha, ser um xavequeiro de uma noite só, tento usar todas as minhas palavras para conquistar uma pessoa, mas eu me apego a ela pelo simples fato dela existir, mesmo que ela não seja assim tão bonita ou que ela tenha um corpo escultural, eu me apego ela pelo fato de que existe ali uma possibilidade de que ela me ajude a sair de toda esta overdose de sentimento.
Desde que tudo acabou eu tentei sair com algumas pessoas para levar a serio, mas quando chega na hora da aproximação eu volto, eu êxito, eu nego. Não comparo pessoas, acho isso cretinamente ridículo, mas eu vejo que essas pessoas que eu “tento” chegar não são para serem levadas a serio, as pessoas para se levar a serio estão em casa, assistindo novela, um filme e com seu respectivo namorado afinal Angatuba é assim.
Eu antes dizia indiretamente que estava a tomar a minha dose de veneno diário e isso significava que eu estava propositalmente me ferindo com o meu passado, olhando as fotos que estão todas no meu computador, o Orkut, abria a janela do MSN e começava a escrever e acaba por fechar a janela sem enviar o que estava escrevendo e eu fazia isso sempre, todos os dias, em todos os momentos possíveis. E eu continuo a me envenenar, eu queria ter superado isso faz tempo, mas não consigo superar todo esse sentimento é forte demais para que eu o controle, eu preciso aprender a controlá-lo.
São 23h30min de uma sexta feira, todos meus amigos estão para rua, todas as amigas também, em uma proporção de 1 para 1, existiria uma chance de que eu consiga sair com alguém hoje de 80%, mas por mais que eu saia hoje, eu não sairei, por que além de ter perdido a pratica eu tenho foco e a pessoa pela qual foquei não vai ficar comigo esta noite, nem na próxima. Como eu posso saber? Simples eu não sou ideal para ela, velho demais, homem demais, e “perdido” de menos…
Enfim, “It’s Five o clock somewere” de um sábado qualquer, e quando eu venha a postar esta matéria estarei indo dormir novamente com todo este sentimento cravado em meu peito, fone de ouvido e “Shed my skin – Altier Brigde” tocando sem parar no repeat até que a bateria do celular se esgote, afinal eu estarei indo dormir, mas não conseguirei, pois estava dormindo até agora.
Eu êxito mais uma vez em colocar uma roupa e sair, mas por fim decido que ficarei em casa e amanhã…talvez amanhã eu me arrependa.
Eu nunca consegui um emprego de segunda a sexta, desde bem pequeno trabalhava muito, foi a escolha que eu fiz, aceitar o que meus pais propuseram, e o que foi proposto era com meus 15 anos a ajudar a família a tocar uma padaria, e afinal esta padaria era como todas as outras de segunda a segunda. Comecei no caixa, saia da escola e caia para o trabalho, depois a escola acabou e então eu passei tempo integral, com o tempo comecei a assumir os turnos de folga do meu Pai na madrugada, perdi boa parte da minha adolescência por isso. Revoltei e resolvi sair e ir trabalhar por fora. Fui para o estoque de um supermercado, de segunda a domingo, com folga vezes aos sábados, vezes as quartas feiras. Bom ao menos eu tinha um salário, qual eu consumia em cerveja todos os santos dias. De lá retornei por um tempinho para a padaria quando fui parar em uma Lan House, de segunda a segunda, com folgas trocadas de 15 em 15 dias, ou seja, nos finais de semana eu trabalhava sábado e domingo full time para ter no final de semana seguinte os dois de dias de folga, isso para viajar para SP para ver a namorada. O dinheiro gastava com besteiras, pagava uma conta em casa e consumia em pizza, cerveja e cigarro. Depois em São Paulo eu trabalhei em uma obra do meu tio, essa era de segunda a sexta, mas o trabalho era braçal e revoltante por fatores que não falarei por questões familiares. De lá fui para uma Lan House no esquema de turnos trocados, sábado de manha e domingo a tarde, sábado a tarde e domingo de manha para as folgas. Daí cai direto no telemarketing, para trabalhar no SAC da LG, segunda a sábado em carteira com folgas as vezes aos sábados, isso quando eu fazia banco de horas durante a semana para tal façanha. Mas durou apenas 9 meses, pois fui promovido para Instrutor de treinamento e passei a trabalhar todos os sábados, com folgas vez ou outra. Isso quando vazia banco de horas. Hoje estou em Angatuba, trabalhando a 2 quadras e de segunda a sexta em um trabalho moleza, mas que cansa a mente, não pelo trabalho em si, mas pela consistência e pelo fato de ser parcialmente manual, afinal inserir funcionários em um banco de dados é algo tedioso, ou passar a limpo cadernos de funcionários que fazem sua mão doer a noite, mas não entendam como uma reclamação apenas estou falando a respeito.
No escritório não existe pressão, não tenho datas apertadas, as pessoas são bacanas, dá-se muitas risadas, e trabalho das 08h00min as 17h00min com 01h30min de almoço. Ainda estou descobrindo esse mundo. Mas afinal por que falei tanto sobre isso? Por que não tenho hoje quem acompanhar meus sábados, meus domingos, meus feriados, pois todos os feriados que podem ser emendados são…
E por que quando tenho tempo, nada tenho a fazer e quando não tenho tempo tenho tanto a fazer? Ou alguém para curtir.
Enfim, mais alguns minutos passaram sobre o relógio, e eu notei que relógios com ponteiro continuo aparentam passar o tempo mais rapidamente do que os ponteiros por espaço. Hãm? Ponteiros contínuos é aquele tipo de relógio que ele não da um TIC TAC, ele simplesmente roda sem escalas, como se não parasse de se mover, já os ponteiros de espaço eles tem o TIC TAC, eles andam as casas, indo uma após a outra.
Acho que sairei, quero usar a internet e meus pais estão ocupando ela sonhando com coisas pouco prováveis de um futuro idealizado em uma mente, mas fracassado em sua execução.
Enfim, vou-me indo já.
Abraços,
Frases…
Diante de tantos sentimentos confusos, que me fazem contorcer entre embaraços eu me pergunto. E afinal, onde ficam as promessas do passado? Onde deixamos as juras de amor, as palavras que diziam “juntos para sempre”. Onde fica todo este sentimento tão forte que torna-se inesquecível além de em nossas lembranças. A vida é realmente muito frágil para promessas tão duradouras.
A violência com a qual deixamos nosso amor crescer por uma pessoa é quase tão forte quanto à violência que do ódio que deixamos nascer quando deixamos de amar.
Eu gostaria de dizer que eu gosto da minha atual vida, mas eu estaria mentindo. Quem gosta de problemas, de tristezas, da falta de um ombro amigo ou de um colo, quem não gosta de um momento de felicidade hora ou outra? Por isso digo quando me perguntam se estou bem, um Não, daqueles secos e simples. E quando me perguntam o porque, a resposta é quase tão seca quanto o sentimento que aflora em meu peito, Porque em minha vida não tem amor.
Tudo que parece realmente ser indestrutível o homem vai tentar violar e tudo que parece tão frágil ele não vai dar a mínima em tentar tornar mais forte. É assim com o diamante e com o amor.
Desperdiçar uma lágrima por um amor perdido é tolerável se não desperdiçais sua vida em busca de sua reconquista.
Abraços,
Não aguento mais…
Não aguento mais tudo isso.
Toda esta sensação toda esta agonia.
Consigo passar momentos bem e momentos que dá para aguentar. Mas quando eu realmente começo a pensar em tudo o que se passou em minha vida e tudo o que realmente eu sei se tratar de uma verdade, a decadência chega.
Quando estou com amigos, dificilmente algum momento vai tão mal que não seja suportável. Mas o perigo esta quando estou sozinho.
Ai realmente tudo esta fodido, pois o maior desejo é correr para os seus braços e dizer que eu andei errado.
Tento me lembrar dos seus defeitos, dos momentos ruins, tento arrumar em algum canto algo que seja um ativador do esquecimento, mas tudo o que eu consigo é apenas amar ela cada vez mais.
Mesmo com toda a sua sujeira e podridão só o que eu consigo é aceitar que cabe a mim limpar.
Mas isto esta por pouco para seu fim, algumas pessoas entram em nossas vidas sem que possamos entender exatamente o que ela é para nós. Mas aos poucos vamos nos apegando a estas pessoas e vamos cada vez mais dando lugar para um novo amor, para uma nova vida, para uma nova amizade, para o que for necessario que aconteça.
Minha onicofagia chegou a um estado que eu nunca vi antes, voltei a fumar e a beber muito. Achei meios de me destruir e agora estou tentando achar meios de me reconstruir, por que eu notei que isso não era o certo, que ainda existe muito Renato que algumas pessoas matariam para ter.
Vi novamente nos olhos de uma amiga que eu não estou vencido, que não estou morto ou que não tenho mais valor. Vi nos olhos dela todo o brilho que eu tinha, toda a garra que eu carregava comigo e todo aquele Renato de antes.
O Renato bom profissional, determinado e afim de desafios.
Vi no nascer de uma nova grande amizade que nem tudo é tão ruim quanto pareça e que podemos tirar boas lições até mesmo nas piores das feridas. E que cabe a nós cuidarmos de nós mesmos e não esperar por consolo. Que cabe a quem sofre deixar de sofrer ao invés de esperar que a situação mude sozinha.
Hoje é um bom dia para começar com as mudanças, que tal correr por uns 10 KMs, voltar para casa fazer um pouco de exercício, cuidar um pouco da casa, participar das refeições com a familia e convidar aquele amigo para dar um pulo em casa?! É veremos o que a magruda aguarda para hoje.
Este post encerro, meio sem pé nem cabeça, pois estou tendo que revezar a internet com meu irmão Douglas.
Daqui 1 hora eu volto, ou não.
Sei que ando meio ausente, que ando meio por baixo e que não tenho tido qualidade em meus posts, isso tudo é devido a mais essa onda de depre que me atingiu. Mas se tudo der certo e eu realmente espero que dê, em breve estou 100% e iremos dar muitas risadas do passado.
Fica a dica de uma música que ouço a mais de 4 dias sem tirar do repeat.
Staind – It’s been a while
Abraços,
Raiva

Raiva
Odeio minha nova internet.

