Capítulo V – Recaida
Volto agora a transcrever o que já estava no papel.
A pouco me pego em um pensamento triste, como seria um reecontro?
Mas senti que isso era uma falsa esperança. Parece que não adianta o quanto eu tente, tudo sempre vai me levar a ela.
É como a correnteza de uma alta e forte cachoeira.
Se eu sucumbir aos pensamentos entrarei em depressão. Se eu negar os pensamentos tudo fica vazio. Decisão dificil.
Agora a pouco um SMS em meu celular dizia ela, onde ambos compartilhavam o mesmo sentimento.
Acredito que isso seja uma verdade, mas não na mes intensidade. O que muda em nós é que meu amor é maior que minha razão, mas meus atos não demonstram isso.
Eu sei, dentro de que não voltaremos e que se algum dia em um futuro mesmo que distante ela queira voltar eu estarei aqui, mas certeza sobre isso, só o tempo dirá.
Há um tempo eu ouvi uma história, a qual deixo para o próximo capítulo.
As falsas esperanças retomaram o domínio sobre meu corpo e mente e esta dificil de retroceder isto.
abrebos
At,
Capítulo III – Nova decisão.
Ao invés de falar ou continuar falando do sofrimento destes dias resolvi apenas postar um poema.
É de Rubem Braga. Recebi dela ontem via e-mail. Achei bonito mas não condizente com o que sinto.
Seria o poema tal a seguir…
Despedida
Rubem Braga
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Posso concordar e discordar de muitos pontos. Mas o sofrimento é maior do que o descrito acima.
Cheguei neste momento ao meu interlude, ao meio de toda a história que esta por se esgotar e quando isso acontecer, passamos a escrever sobre outros assuntos.
azerava
At,