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Capítulo V – Recaida

Volto agora a transcrever o que já estava no papel.

A pouco me pego em um pensamento triste, como seria um reecontro?

Mas senti que isso era uma falsa esperança. Parece que não adianta o quanto eu tente, tudo sempre vai me levar a ela.

É como a correnteza de uma alta e forte cachoeira.

Se eu sucumbir aos pensamentos entrarei em depressão. Se eu negar os pensamentos tudo fica vazio. Decisão dificil.

Agora a pouco um SMS em meu celular dizia ela, onde ambos compartilhavam o mesmo sentimento.

Acredito que isso seja uma verdade, mas não na mes intensidade. O que muda em nós é que meu amor é maior que minha razão, mas meus atos não demonstram isso.

Eu sei, dentro de que não voltaremos e que se algum dia em um futuro mesmo que distante ela queira voltar eu estarei aqui, mas certeza sobre isso, só o tempo dirá.

Há um tempo eu ouvi uma história, a qual deixo para o próximo capítulo.

As falsas esperanças retomaram o domínio sobre meu corpo e mente e esta dificil de retroceder isto.

abrebos

At,

Capítulo IV – Um retrocesso do passado.

Pensei um pouco a respeito e resolvi fazer um review de um ponto chamado personalidade.

A 7 ou 8 anos atras eu tinha cabelo comprido, andava com calça de couro, coturno ou all star e camisa do Metallica.

Era o típico garoto que garota nenhuma procuraria para amar.

No entanto essa era apenas a minha casca, como diz meu querido amigo Luis eu sou um coração mole.

E essa minha casca me impediu de ser feliz antes.

Quando comecei meu primeiro namoro sério a alguns aninhos atras era tudo uma farra, tudo uma bobagem e uma irrelevância.

Quando finalmente ela entrou na minha vida as coisas começaram a mudar.

Foi neste momento que eu comecei a mudar.

Nunca deixei de ser dedicado no que faço profissionalmente, sou esforçado ao máximo e acima de tudo eu tenho uma grande facilidade com certos tipos de aprendizagens, com o tempo passei a mudar meus gostos musicais, tais como culturais e sociais.

Jamais deixei de ouvir Rock n’ Roll, enquanto todos da minha rede social na época virou de lado, time ou tornaram-se ecléticos, para mim uma coisa foi sempre clara. Eu sou Roqueiro.

Até hoje ouço bandas incanssávelmente tais como Pink Floyd, Metallica, Led Zeppelin, Van halen, entre outras excelentes deste nivel.

Mas uma música que hoje faz minha cabeça e diz muito do que eu ando passando é…Por onde andei do Nando Reis.

Esta música diz muito, muito mesmo apesar de uma letra, digamos assim não propriamente perfeita.

Nando Reis e os infernais

Por Onde Andei

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
é a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança.

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me falta

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Acho que essa letra diz muito e nada ao mesmo tempo, ela diz pouco do que penso ou sinto, mas não diz nada ou ajuda em momentos a superar mais esta crise.

O que eu havia dado a ela era muito pouco ou quase nada, mas a diferença é que eu sei que ela sempre foi e sempre será tudo aquilo que me faltava.

Encerro este capítulo apenas com este review sobre o assunto.

A vida continua.

ari

At,

Capítulo III – Nova decisão.

Ao invés de falar ou continuar falando do sofrimento destes dias resolvi apenas postar um poema.

É de Rubem Braga. Recebi dela ontem via e-mail. Achei bonito mas não condizente com o que sinto.

Seria o poema tal a seguir…

Despedida

Rubem Braga
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

Posso concordar e discordar de muitos pontos. Mas o sofrimento é maior do que o descrito acima.

Cheguei neste momento ao meu interlude, ao meio de toda a história que esta por se esgotar e quando isso acontecer, passamos a escrever sobre outros assuntos.

azerava

At,

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