Epilogo 1 – Cronica 1
[CRONICA I] O rio
Os pedaços caíram em meio à água que escoava ao rio
As ferpas e fagulhas encravadas junto ao sangue cortavam a carne
Eu procurava desesperadamente por vida
Procurando por alguma salvação
[CONTEXTO GERAL I] Faz-se menção ao Rio chamado Aurora que dos pedaços de um coração partido caminham até o rio e levam consigo uma parte da história vivida. A salvação bate a porta sem ser notada, mas a procura desesperada continua.
[PECADO CAPITAL I] Que da sede nada melhor que de conhecimento faço-me escravo de tal vontade perdendo as razões e os limites de minha moralidade. A avareza que tomo com egoísmo a uma alusão de poder interior e exterior remete simplesmente ao lixo.
[NARRATIVA I] No ponto de ônibus
Aurora, moça crescida, moça formada. Em meio aos seus 20 e poucos anos poucas pessoas olham para Aurora e diz, que vida, que brilho, que pessoa. Eis o fato que narra um primeiro momento de Aurora em meio ao mundo em que vivo. Aurora não era apenas uma pessoa de 20 e poucos anos, era mais. Arrisco dizer que Aurora seria uma justiceira, que arranca das mágoas felicidade, no famoso e velho ditado que das tripas se faz coração.
A principio Aurora me parecia natural, simples, normal. Pois eu realmente estava a me enganar algumas voltas de relógio depois. Aurora me parecia moça prendada de um vocabulário padrão sem grandes expectativas marcantes para um primeiro encontro. Não seria alguém onde de cara eu me sentiria minimizado (refiro-me aos meios e conversas).
Diz o velho ditado (sim eu gosto dos ditados) que o santo bateu, mas afinal quem bateu em quem? Não sei dizer, mas o santo bateu em meio aos prantos de um coração arrasado pela maré da vida em um peito que deseja amargamente por um pedaço de carinho Aurora não se envolveu a tal meio, simplesmente sentou no banco ao lado e puxou aquela velha conversa de quem espera o ônibus.
Realmente Aurora era diferente, afinal tão rara já de nome deveria eu esperar também raridade de essência, porém, toda vida, após “entretantos” e “vírgulas”, portanto, chego à conclusão de que não fiz juz ao que se deveria notar. Deixei passar dentre linhas algo que descobri horas depois, Aurora não estava apenas esperando o ônibus ela estava a conversar de coração. Talvez mereça ressalvas para quem vive em cidades grandes uma simples conversa entre pessoas no ponto de ônibus é praticamente difícil de acontecer, pessoas desconhecidas serão sempre pessoas desconhecidas.
No dia em que conversei com Aurora não esperava lá grandes coisas, meus olhos estão cansados para ler, meus braços cansados para remar, as pernas mal podem andar e o coração parece falhar tal motivo não vem ao caso somente ao acaso. Assunto intocado com Aurora, esse era meu pedido.
[TERMINO I] Do pedido fiz regra, regra esta que mais tarde vim a romper.
[REFLEXÃO I] O ser humano só aprende em beira ao abismo, ou quando alguém cai logo à frente.
Uma idéia
Diz o ditado que quem conta um conto aumenta um ponto, por que não transformar dos momentos de horas e horas e horas e horas…vagas com pessoas distintas e conversas alheias (ou não) em algo surreal?
Dificil de enteder? Eu explico.
Converso diariamente com pelo menos 3 pessoas totalmente opostas uma a outra, elas não se conversam entre si, mas eu sou o ponto em comum. Vou pegar as experiencias vividas por estas pessoas, sem fantasias e narrar em terceira e primeira pessoa, colocando em cada assim já chamada de crônica uma alusão ou ilusão do cotidiano. Logicamente que passarei aos respectivos responsáveis pela experiência da vida o direito de me permitir publicar.
Ponto 1: Montagem do tópico
Nome da crônica
Momento da vida (minha) contado sobre fantasia (primeira pessoa)
Narrativa em terceira e primeira pessoa
Termino da narrativa com inicio da narrativa seguinte (somente a frase)
Reflexão ou pensamento do momento
Ponto 2: Contexto geral
Os nomes são fantasiados, locais, ações, situações meramente ilustrativas a unica realidade é a experiência da vida de uma pessoa. Podem ser várias pessoas e cada cronica falar a respeito de uma, porém penso eu aqui com meus botões que:
Serão 12 Crônicas, cada qual com o nome em comum “Aurora” (nome dado ao projeto)
Ao concluir cada cronica conclui-se um pecado capital, dentro de cada cronica insiro o momento da vida que contem o pecado.
Montarei 8 epilogos sobre o pecado capital e 4 epilogos sobre paraíso, purgatório, inferno e vida respectivamente (ou não).
12 Cronicas formam 1 epilogo, 12 epilogos formam o “livro” seguido cada epilogo de uma qualidade e um defeito particular meu escolhido por pessoas proximas.
Textos curtos porém diários.
Acho que é essa a ideia.
Louco?
Abraços,

