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Namolinda

 

Namolinda linda!

Simples amor


Antes eu me perguntava por que a vida não era mais simples, mais fácil. Então eu passei a compreender que a vida é para ser vivida e não para ser estudada e que você não deve passar horas e horas por dia tentando entender os “porquês” da vida se conseguir aceitar o simples fato de que certas perguntas não tem respostas e que em alguns momentos vão sobrar respostas sem perguntas.

Então em meio a toda a calmaria sentimental da vida eu comecei a questionar outros pontos, passei a notar que mesmo que você seja uma pessoa de boa índole, mesmo que você lute por aquilo que você julga correto e que faz parte de alguma forma dos seus sonhos, sempre existirá alguém que o colocará para baixo ou então tentará de qualquer forma interferir no seu caminho e sucesso.

Outro ponto que aprendi é que por mais isolado que você torne-se você acaba tropeçando em algum invejoso que tem muitas vezes até mais do que você, mas por não dar valor ao que tem acha que você tem mais e passa a almejar as suas vitórias por ser fraco demais para conquistar com o próprio punho.

Depois passei a pensar sobre o crescimento humano, a desenvoltura de cada cidadão em meio a sociedade, o que leva, por exemplo, um filho a matar um pai, uma mãe a abandonar um filho, fulano a matar ciclano e por ai vai, até que parei em meio ao meu percurso que caminhava aquele dia e percebi que tratava-se de egoísmo, não passa de um simples e retro egoísmo. Afinal porque eu irei me preocupar com o que possa vir a acontecer com o meu vizinho se a minha casa continua inteira e quente. Dane-se se a dele não tem um teto.

E muitas vezes o vizinho são parentes e pessoas queridas, porém, mesmo assim não damos valor a isso. Valor ao que realmente importa, com o passar do tempo você envelhece, fica fraco para o trabalho já não pratica esportes e mal consegue cuidar da casa sozinho, e se você levou uma vida isolada de pessoas queridas então quem você tem neste momento além do seu castelo de areia? Shakespeare dizia e ainda diz no que está vivo em suas obras, que não importa o que você tem na vida e sim quem você tem na vida.

Você pode ser uma pessoa fracassada profissionalmente, que não realizou nenhum sonho ou praticamente todos foram frustrados e que agora você está velho demais para trabalhar e não resta nada além daquela sua esposa rabugenta, mas para e pensa…Ela esteve a vida toda ao seu lado, cuidou de você quando você estava doente e você dela, fizeram praticamente todas as refeições da vida juntos, passearam, namoraram, dançaram, talvez tenham tido filhos, estes que cresceram e tiveram seus filhos e suas vidas talvez bem sucedida ao contrário de você, então você senta sobre a sua velha cadeira já gasta no quintal com um cobertor sobre as fracas pernas, nota que suas rosas estão mortas e não consegue ao menos se levantar para trocar a lâmpada queimada do lustre, não tem forças para ir até a cozinha para tomar um pouco de água e saciar aquela sede, mas você percebe que ao seu lado ali está o seu amor, o amor da sua vida. Aquela pessoa que jamais te abandonou em um momento se quer e que mesmo ante a morte vocês dois não tem medo de viver mais esta nova experiência.

E o que seria da vida se não as experiências que ela pode nos proporcionais e os grandes ou pequenos desafios que ela pode nos fazer suar? E o que seria da vida se não existisse o amor.

Seja ele como for, o amor pelo seu peixe beta ou pelo seu melhor amigo, seja o amor por uma linda garota ou por uma garota não tão linda assim, mas que lhe faz tão bem que se torna uma pessoa perfeita seja ela como for.

Não importa qual amor seja este, desde que seja verdadeiro em uma caixa de papelão a rua em meio a chuva ou em um grande palacete de ouro, mas que seja amor.

Por Renato Russano

Feliz dia das mães

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[SI] AMOR

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Superação

O que acontece quando você perde tudo aquilo que simbolizava de longe e simplesmente a sua vida?

O seu chão.

Você supera!

Simples assim. Você constrói um novo chão, uma nova melodia para um novo pensamento, cria metas, faz mais amigos, aprende a controlar mais a sua ansiedade e todo o resto.

Isso acontece por que por bem ou por mal, seja uma experiência boa ou ruim, você vai com certeza sair dessa vivo, mesmo que com muitas seqüelas, mas vai sair vivo e com uma lição a mais nos eu currículo, por somos humanos.

Eu superei? Ainda não, afinal estou escrevendo sobre isso agora. A superação ela leva muitas vezes meses e mais meses e outras vezes anos, mas afinal que superação é esta?

É superar o fato de que ela não vai te dar um beijo de boa noite, nem tão pouco vão dormir abraçados, você não vai acordar com aquele rosto lindo todo despenteado ao seu lado e dar aquele outro beijo e ouvir um eu te amo sussurrante ao pé do ouvido. Você não vai ligar depois de meia hora que saiu de casa só para dizer que já sente saudades, nem tão pouco seu celular vai tocar no caminho para o trabalho onde uma doce voz te deseja um bom trabalho.

Diversas ligações em meio ao dia, onde muitas dela você apenas responde com uma mensagem do tipo “estou em reunião”, mas fica tremendo as pernas para aquela reunião terminar logo e você grudar no telefone novamente.

E quando se trata das compras, daquele tipo que você sempre esquece de passar no mercado para comprar aquilo que ela havia pedido, mas no meio do caminho de casa percebe o erro que cometeu e passa num barzinho qualquer e compra um sonho de valsa. Quer pedido de desculpa mais sincero do que este?

Ai vem novamente a casa, o lar doce lar…Você chega e ela pula aos seus braços te enchendo de beijos e dizendo que sentiu sua falta, você se mostra durão do tipo “eu também”, mas é homem demais para pular ao colo dela e enche-la de beijinhos e dizer que você sentiu a falta dela. Depois vem o jantar onde você não cansa de olhar ela, ali, comendo.

E então quem sabe um banho a dois, quem sabe, mas se não for as suas peles vão acabar se encontrando mais para a noite de qualquer forma.

Eu vivi isso? Não, nem a metade, mas este é um introspecto do que se deve fazer da próxima vez, se existir esta vez. E então por que eu falei sobre a superação?

Por que eu me sinto vazio, me sinto livre, como se não existisse nada dentro de mim, nem de bom nem de ruim, nem forte nem fraco, apenas um grande vazio. Seria este um indicio de uma superação de algo que se perdeu? Ou seria apenas mais uma vez o costume pelo que se perdeu?

Só da para saber amanhã cedo.

Um texto que achei na internet sobre as 10 dicas para superar uma separação, achei interessante alguns fatos.

Terminar uma relação não é fácil. O sofrimento e a sensação de “perda” são inevitáveis. Especialistas comentam 10 passos para superar o fim do romance

A decisão

É a primeira etapa, que ocorre quando as insatisfações se tornam visíveis e não existe mais diálogo e companheirismo. O processo de decisão da ruptura, por qualquer uma das partes, é lento. “É assustadora a idéia de construir uma vida sozinho e triste admitir que o relacionamento acabou. Há muito medo e dúvida envolvidos, seja por questões financeiras ou emocionais”, explica Jacy Bastos, psicoterapeuta de casais e família e criadora do Grupo de Orientação para Descasados (Godes). Segundo ela, essa fase pode ser aberta e conhecida pelo casal, se optam por discutir os problemas, ou silenciosa. Passa o tempo e as coisas pioram novamente, com uma carga mais insuportável. O momento de decisão fica mais claro quando ao invés de questionar “como está o casamento?”, começam a perguntar “como eu estou?”.

A negação

É um mecanismo de defesa do psiquismo acionado diante de situações que a pessoa ainda não está pronta para lidar. Quando ela se fortalece, pode ver a situação tal qual ela é e, por vezes, pode se arrepender do que fez, se questionando, se foi a atitude mais correta ou não. “Isto pode também gerar o sentimento de culpa, a pessoa começa a reavaliar as suas atitudes e verificar que poderia ter feito de forma diferente”, completa Maura de Albanesi, psicoterapeuta pós-graduada em psicoterapia corporal e master pratictioner em neurolingüística.

O fracasso

“Temos uma visão distorcida a respeito dos términos, dos finais de qualquer coisa, principalmente de relacionamentos afetivos. Encaramos isso como fracasso”, acredita Denise Impastari, psicoterapeuta junguiana e psicóloga clínica. De acordo com a especialista, a vida é cíclica e passa por todos os movimentos. “O que acontece é que investimos muito pouco em nós mesmos para nos tornarmos pessoas inteiras. Ainda estamos insistindo ‘nas metades da laranja’. Quem é metade e se casa com outra metade consegue, no máximo, duas metades. Esse modelo já está mais do que fracassado.” No primeiro momento em que ‘duas metades’ se encontram, o que ocorre é uma projeção, que é natural, mas não para sempre. “Achar que nunca mais vai ser feliz é neurotizar a relação, acreditar que vai sempre repetir a mesma coisa e vai mesmo se a pessoa não se tornar menos órfão”, diz Denise.

A culpa

A culpa prende a pessoa no passado, podendo deixar conseqüências no presente, apenas se martirizando por algo que já aconteceu, e que acredita não ter mais concerto. “Este sentimento de culpa a conduzirá ao sentimento de medo de se lançar em novos relacionamentos, pois poderá passar a não acreditar mais em si, na sua capacidade de lidar com os problemas”, avisa Maura.

A rejeição

“Se a separação foi pedida pelo outro, é inevitável. Uma das coisas mais difíceis de ouvir é que você não é mais amado. A auto-estima cai, você se sente feio, desinteressante. Cuidado para não se humilhar ou transformar esse sentimento em rancor, principalmente quando o outro começar a namorar de novo”, alerta Jacy.

O medo

O medo também paralisa, impedindo a pessoa de seguir em frente, duvidando das suas potencialidades. “A negação, culpa e medo se entrelaçam de tal forma que a pessoa se vê aprisionada dentro de si mesma, isto é, ela acha que tudo que foi vivido e experimentado é uma verdade absoluta, ficando cega para reconhecer novas oportunidades”, comenta Maura. De acordo com ela, para reverter esta situação e sair desse ciclo vicioso, é interessante seguir alguns passos: aceitar que, no momento em que tudo aconteceu, não se sentia pronta o suficiente para agir de outra forma; aprender com os erros, pois é uma forma sábia de se viver; trabalhar com otimismo e encarar os erros com humildade; e desenvolver a coragem e a autoconfiança e sempre recomeçar.

Os altos e baixos

“É natural que a pessoa se sinta oscilando após o término de uma relação. Afinal, é legítima a sensação de liberdade, ora, a sensação de falta. Ocorrem os dois ao mesmo tempo, pois não existe apenas perda, mas também os ganhos em qualquer término”, avisa Denise. Para ela, com o tempo, “tudo se integra e se minimiza, já que o sofredor não fica mais preso somente a um lado (o negativo). Os ganhos também começam a aparecer”.

Manter a amizade ou querer vingança

É difícil quebrar o vínculo com quem se foi tão íntimo, amado e que te conhece tão bem. Quase impossível. O tempo cura isso e o distanciamento é inevitável, mesmo que a separação tenha sido amigável. É, acima de tudo, essencial para o recomeço da sua vida. “Não fique se sentindo na obrigação de entender tudo, compreender o que o outro sente, o que está acontecendo e não se culpe por ataques de ciúmes e posse. Tente ser amigável, sim, mas respeite seus limites. Se você sofre ao ouvir que o outro saiu com amigos, não pergunte e não procure saber”, ensina a psicoterapeuta Jacy. Do lado oposto, “não nutra ódio ou revanche. No fundo esses sentimentos também são a maneira, negativa, de não cortar o vínculo, um processo lento, doloroso e necessário.” A dica da profissional é: melhor não falar com o ‘ex’ do que fica brigando e tramando vingança. É melhor para você.

Começar de novo

“É complicado e, no começo, muito desanimador. Há a excitação de cair no mundo, solteiro, fazer o que quiser, decorar a casa como bem entender. Mas há o medo, a solidão, o vazio”, reconhece Jacy. A cama, que antes tinha dois, agora só tem você, coisas que estava acostumado a fazer não tem mais graça sem a companhia do outro. É preciso ter coragem e estrutura emocional nessa hora. Segundo Jacy, o ideal é reunir os amigos, a família, ter sempre gente por perto para os momentos de solidão. “Mas não fique empurrando os sentimentos para debaixo do tapete. Devagar, vá se acostumando com o tempo que tem para você. Ele também é precioso.”

A perda definitiva

Segundo Denise, o estágio da paixão traz a sensação de complementação total. “O problema real passa a ser a cegueira sobre nós mesmos. Acreditamos que o outro existe para nos dar aquilo que não nos damos. Sentimento de posse do outro é seu.” De acordo com a psicoterapeuta junguiana e psicóloga clínica, isso não tem a ver com o amor e, sim, com o poder. “Aonde você estava que não percebeu que a relação estava chegando ao fim? O final é seguido do início, de algo novo, que pode ser na mesma relação ou fora.” Para a especialista, uma coisa que ajuda muito é se incluir em tudo, ver qual a sua participação (não culpa) para que as coisas chegassem aonde chegaram. “Com isso, sair do papel de vítima poder fazer algo de bom com essa experiência. Até porque, se saímos de uma relação e já emendamos outra, trocamos ‘seis por meia dúzia’.” Caso a outra pessoa esteja namorando e você não, “isso vai fazer falta lá na frente, já que as pessoas não começam a namorar outra em seguida só porque estão felizes. Muitas pessoas não sabem ficar ‘sozinhas’, ou seja , não suportam ficar com elas mesmas”.


Abraços,

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